Economia
Alta no pre�o da cesta em Macei� � a maior do Pa�s
O preço da cesta básica de alimentos em Maceió registrou a maior alta do País, entre as capitais, no acumulado do ano, de acordo com levantamento divulgado ontem, pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo o órgão, de janeiro a outubro deste ano, o valor do conjunto subiu 24,25%. Na comparação com o mês de setembro, o preço da cesta básica na capital alagoana aumentou 2,12% em outubro. Segundo o Dieese, para conseguir comprar o pacote básico de alimentação, atualmente no valor médio de R$ 403,12 (cerca de meio salário mínimo), o maceioense precisa trabalhar 100 horas e 47 minutos. Entre janeiro e outubro, todas as cidades observadas pela pesquisa acumularam alta. As elevações mais expressivas foram em Maceió, 24,25%, seguido de Aracaju (SE), que apresentou uma alta de 23,69%. Completam o ranking nacional as cidades de Rio Branco, no Acre, com alta de 21,99%, e Fortaleza, no Ceará, com 21,21%. Os menores aumentos ocorreram em Brasília (DF), 9,58%, Curitiba (PR), 10,52%, e Macapá (AP) 10,99%. Para o economista Cícero Péricles, a seca pode ser uma das razões para a alta no valor da cesta básica em Maceió. ?Os dados do Dieese reforçam os levantamentos feitos mensalmente pela Seplag [Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio]. O IPC [Índice de Preço ao Consumidor] de setembro, elaborado pelo órgão, já indicava uma alta de 11,34%, no acumulado do ano, no grupo de alimentos e bebidas?, explica. A consequência disso é que o consumidor maceioense sente no bolso a alta dos produtos da cesta básica. A servidora pública Edneide Araújo conta que itens como arroz, feijão e carne estão pesando mais no orçamento mensal. ?Do ano passado pra cá comecei a fazer a feira mensalmente, assim percebi que economizo mais?, conta. A alta nos itens essenciais na dieta do maceioense também foi sentida pela família da dona de casa Maria da Graça. ?Gastamos mais com arroz, macarrão feijão. Estou sempre buscando a opção mais barata porque os preços subiram muito do ano passado pra cá?, revela. * Sob supervisão da editoria de Economia