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Vit�ria de Trump amea�a mercado de etanol de AL

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A possibilidade de os Estados Unidos se retirarem do Acordo de Paris ? como ficou conhecida a Conferência das Partes (COP-21) realizada no ano passado, na capital francesa ? pode trazer consequências para a economia alagoana. Quem assegura é o presidente do Sindicato das Indústrias de Açúcar e Álcool de Alagoas (Sindaçúcar-AL), Pedro Robério de Melo Nogueira. Ele explica que durante a convenção, líderes mundiais discutiram medidas para a redução de emissão dióxido de carbono a partir de 2020. Uma delas seria a substituição de combustíveis fósseis, altamente poluentes, por energias limpas, o que abriria um mercado importante para o etanol alagoano pelos próximos 20 anos. Em seus discursos de campanha, no entanto, Donald Trump anunciou que o país sairia do acordo, que foi assinado pelos EUA em abril deste ano. A razão alegada pelo presidente eleito é de que seu país não irá diminuir a produção de combustíveis fósseis. O receio do Sindaçúcar é que ao abandonarem o Acordo de Paris, os Estados Unidos enfraqueçam o que ficou estabelecido no documento. ?Evidente que ele saindo, o acordo fica meio capenga?, diz. Como a Gazeta mostrou na edição de ontem, a professora adjunta do curso de Relações Internacionais da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), Andrea Pacheco Pacífico, acredita que o isolacionismo comercial defendido pelo presidente eleito Donald Trump poderá afetar as exportações de açúcar alagoano para os Estados Unidos.

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