Economia
Petrobras aumenta pre�os do querosene e GLP
Rio - A Petrobras reajustou, no início do mês, os preços do querosene de aviação, da nafta petroquímica e do gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de botijão, para uso comercial e industrial. O querosene foi reajustado em 24,4% e os outros dois, em cerca de 9%. Os aumentos foram para acompanhar a evolução dos preços no mercado internacional. Estes produtos têm seus preços regidos por contratos com as distribuidoras e são reavaliados no fim de cada mês. Os novos valores entraram em vigor no primeiro dia de março. No caso do querosene de aviação e da nafta, o preço mensal é calculado sobre uma média das cotações externas nos 30 dias anteriores ao reajuste. O aumento do GLP reflete um repasse dos custos de importação do produto no mês anterior, segundo acordo entre a estatal e as distribuidoras negociado no fim do ano passado. Informe enviado pela empresa a seus clientes diz que o mercado interno necessitou de 85 mil toneladas de GLP importado em fevereiro, o que representou um acréscimo de US$ 45 por tonelada. A Petrobras confirma um reajuste, de 8,4%, em média, nas tabelas de venda pelas refinarias. A diferença entre os preços do produto voltado para os mercados comercial e industrial do GLP foi estabelecida em agosto do ano passado, quando a Agência Nacional do Petróleo (ANP) interveio no mercado, determinando à estatal que reduzisse o preço do botijão. Desde então, os dois tipos de mercado têm preços diferentes para o mesmo produto, o que vem provocando distorções, como o uso de botijões residenciais em indústrias e estabelecimentos comerciais. Atualmente, a Petrobras importa o produto para as distribuidoras e repassa integralmente os custos. Cerca de 30% do mercado nacional é abastecido por importações. Desde o período pré-eleitoral, a Petrobras vem mantendo a política de promover reajustes nos produtos de menor apelo popular e segurar os repasses a produtos como gasolina, diesel e GLP residencial. Esses três apresentam defasagem com relação às cotações internacionais, mas a empresa alega que é preciso esperar a definição do cenário internacional antes de decidir por novos reajustes.