Economia
Nova vaquinha virtual atrai pequeno investidor
São Paulo, SP ? Seja no financiamento de uma hamburgueria ou de campanha política, o crowdfunding está se popularizando no Brasil. Mas o que muitos desconhecem é que existe uma evolução da ?vaquinha virtual? mais interessante quando o assunto é negócios: o investimento colaborativo. A modalidade, chamada de equity crowdfunding, tem apenas dois anos e dois mil investidores por aqui. Já foram captados R$ 14,3 milhões para 43 startups. Na modalidade, as startups lançam seus projetos e os investidores podem comprar participações via plataformas online a partir de R$ 1 mil. Cada empresa tem captado, em média, R$ 330 mil. Os retornos são de médio e longo prazos e o investimento é de alto risco, mas tem seus atrativos. A modalidade é vista como uma oportunidade de diversificar a carteira e ingressar no universo das startups sem colocar todo o dinheiro e suor. ?Sem a plataforma de equity, é muito difícil entrar nesse mercado, que na maioria é formado por ?investidores anjos?, que são muito ricos?, diz Frederico Rizzo, da plataforma Broota. Além dessas vantagens, o investidor Bruno César, engenheiro civil, destaca a ?grande capacidade de análise? que ganhou ao ingressar na modalidade. ?Já vejo com mais velocidade quais negócios podem dar certo ou não.? Bruno aplica em renda fixa, fundos e ações, mas foi no equity crowdfunding que teve contato com investidores estrangeiros e ampliou seu conhecimento. Renato Miralla já era empreendedor e entrou no investimento colaborativo por saber da dificuldade que é iniciar um negócio. Hoje, investe na startup Impact Hub, um espaço de coworking para empreendedores voltados a causas sociais. ?Ainda não tive retorno, mas elas já abriram a 2.ª loja e têm números animadores?, diz.