Economia
CMN amplia teto de financiamento
Brasília, DF ? O governo decidiu elevar na quinta-feira, 24, o valor do imóvel que pode ser comprado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), assim como o valor da casa própria que pode ser financiada dentro das regras do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) - modalidade de crédito que conta com juros mais baratos. A decisão foi tomada em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN), órgão que reúne os ministros da Fazenda e do Planejamento e o presidente do Banco Central. Para os imóveis situados no Distrito Federal e estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, o limite passou de R$ 750 mil para R$ 950 mil. Já para os demais estados, o limite passou de R$ 650 mil para R$ 800 mil. Os valores anteriores estavam em vigor desde setembro de 2013, e os novos limites passaram a vigorar a partir desta sexta-feira, 25. De acordo com a chefe do departamento de regulação do Banco Central, Sílvia Marques, trata-se de um ajuste ?meramente operacional? e não há preocupação em relação à falta de recursos para financiar essas operações. ?Esses limites são ajustados de tempos em tempos. O cálculo leva em consideração a variação de diversos índices de preços a cada período, mas não tem uma indexação?, explicou. O CMN aprovou ainda um ajuste para que todos os financiamentos dentro do SFH tenham alguma amortização no pagamento das parcelas. ?Essa medida tem caráter prudencial tanto para o cliente como para o banco. As parcelas pagas mensalmente devem incorporar alguma amortização, além dos juros e a atualização da TR?, explicou Sílvia. De acordo com Sílvia Marques, apesar de não ser comum no mercado, em alguns contratos, isso só ocorria a cada 3, 6 ou 12 meses. As instituições financeiras terão até 31 de janeiro de 2017 para incorporarem a regra aos novos contratos. A mudança não afeta o sistema de amortização constante, em que o mutuário abate parte do saldo devedor todos os meses, começando a pagar prestações mais caras, que diminuem de valor ao longo dos meses.