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Seca causa preju�zo de R$ 215 mi

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Arapiraca ? Um levantamento realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) revela que a severa seca que atinge o Nordeste casou prejuízo de R$103,5 bilhões entre os anos de 2013 e 2015. Em Alagoas, o prejuízo chega a R$ 215 milhões, segundo dados fornecidos pelo Sistema Integrado de Informações sobre Desastres, coordenado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. Ainda segundo o relatório, todos os desastres naturais do País, entre os anos de 2013 e 2015, causaram prejuízo de R$ 173,5 bilhões. Sendo assim, 60% do prejuízo no Brasil foi causado pela falta de chuva no Nordeste, onde 33,4 milhões de pessoas são afetadas pela seca que atinge o semiárido brasileiro. Entre os setores que mais sofreram está a agricultura, em que a perda de safra causou um prejuízo no Nordeste de R$ 74,5 bilhões. Já na pecuária, o prejuízo foi de R$ 20,4 bilhões, incluindo morte e perda de valor dos animais. Os demais prejuízos são do poder público e da indústria. O cenário do prejuízo com a seca nos setores do Estado de Alagoas seguiu o perfil do Nordeste. Na agricultura, foram contabilizados pela Defesa Civil do Estado R$ 93 milhões de prejuízo. Na pecuária, o valor chegou R$ 80 milhões, seguida pelo setor da indústria, com R$ 24 milhões. No comércio, o prejuízo foi de R$10 milhões; e no setor de serviços, R$ 8 milhões. O Coordenador Operacional da Defesa Civil e da Operação ?Àgua é vida? em Alagoas, Major Dárbio Alvin, explica que para se chegar ao relatório dos valores dos prejuízos causados pela seca, o órgão contou com a parceria dos municípios e das Secretarias de Agricultura e Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), que repassam as informações. O relatório, que apresenta dados da região Nordeste, indica que houve grande frustração de safra em todas as áreas do semiárido, com perda de grande parte do rebanho, especialmente de bovinos. E não somente por morte, mas também com a venda dos animais para outras regiões, com preços muito baixos. O estudo também revela que houve grande perda das pastagens, uso predatório de plantas da caatinga para alimentação animal, morte inclusive de muitas espécies nativas, chegando a até 40% em determinadas áreas.

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