Economia
Revenda de combust�veis eleva margem de lucro
Rio - Os revendedores de combustíveis aproveitaram os últimos aumentos promovidos pela Petrobras, no fim do ano passado, para recompor suas margens de ganho, represadas durante o período pré-eleitoral. Segundo levantamento realizado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP), as margens de revenda de gasolina e gás de botijão estavam, em janeiro, 15% e 30% superiores, respectivamente, aos valores verificados três meses antes. A pesquisa, feita pelo Núcleo de Defesa da Concorrência da ANP, verifica um aumento nas margens de revenda em todas as regiões, logo após um trimestre em que os ganhos foram comprimidos pelo represamento dos preços antes das eleições. Segundo o relatório, a margem média de revenda da gasolina subiu entre R$ 0,04 e R$ 0,07 por litro entre novembro e janeiro. O levantamento é feito com base em informações cedidas por postos, distribuidoras e pela própria Petrobras. O diretor da Federação Nacional do Comércio Varejista de Combustíveis (Fecombustíveis), Marco Mateus, diz que os postos podem ter aproveitado a regularização do mercado, com menos adulteração e sonegação, para recompor margens, que estavam comprimidas. Ele diz, porém, que as margens do setor estão dentro do considerado normal, oscilando entre 12% e 16%. Segundo a ANP, a região Norte registrou o maior ganho com a venda de gasolina, R$ 0,359 por litro, e a região Sudeste, o menor, com margens cerca de R$ 0,08 menores do que as verificadas nos postos do Norte do País. No caso do botijão de gás, o aumento de margens verificado em janeiro ficou entre R$ 0,88 e R$ 1,84. A própria agência ressalta, porém, que houve redução significativa dos ganhos entre agosto e outubro, período em que o mercado de gás liquefeito de petróleo (GLP) esteve sob intervenção da ANP. A partir de novembro, a Petrobras promoveu três reajustes nos preços do gás liquefeito de petróleo (GLP), que enche os botijões, de 22,8% no início de novembro, 9,5% no início de dezembro e 7,7% no penúltimo dia do ano. Os representantes da revenda não foram encontrados para comentar a pesquisa, mas também reduziram as margens antes das eleições, quando o governo estipulou um valor ideal de R$ 23 para o botijão de gás.