Economia
Segunda crise reflete a conjuntura econ�mica, ressalta economista
O presidente da Juceal acredita que o número de fechamento de microempresas individuais em Alagoas nem sempre representa uma situação ruim do mercado. Para ele, pode indicar uma maturidade maior por parte dos empresários. ?Pode até funcionar como uma parada para respirar, eu diria. Com a facilidade para fechar o MEI, o empresário não precisa ficar acumulando dívidas, tentando reerguer o negócio; pode parar, respirar, e assim que a situação melhorar, ele pode retornar com o mesmo ramo ou em outra atividade?, argumenta. O economista e professor da Universidade Federal de Alagoas, Cícero Péricles, explica que o fechamento de MEIs acontece por mais de uma razão e apresenta particularidades conhecidas, como o pouco domínio da atividade empresarial, já que muitos estão estrando como donos do próprio negócio. ?A ?segunda crise? reflete a conjuntura econômica recessiva dos dois últimos anos. Muitos desses empreendedores são derrotados pela concorrência, em alguns setores, como comércio e serviços, sobrecarregados de empresas com mais capacidade competitiva. Na maior parte das vezes a empresa fecha pela má escolha do local de atuação, pela indefinição de mercado consumidor, pela qualidade do produto ou serviço ofertado, pelo desconhecimento dos mecanismos contábeis, quando confunde as contas pessoais com as da empresa; e muitos outros motivos que estão relacionados direta ou indiretamente com o momento de crise que atravessamos?, explica Cícero. * Sob supervisão da editoria de Economia.