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Viagens corporativas registram queda de 10%

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São Paulo, SP ? A demanda por passagens aéreas para o segmento corporativo continua perdendo fôlego e deve encerrar este ano com queda de dois dígitos. No acumulado do ano até setembro, as vendas para esse setor diminuíram 10%, em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2015, houve um recuo de 11%. Historicamente, esse perfil de cliente era a principal fonte de receita das empresas aéreas. Em dois anos, a participação desse segmento no faturamento doméstico da Latam e da Gol caiu mais de dez pontos porcentuais. Na Latam, passou de uma média que variava entre 60% e 70% para 45% a 50% da receita. Na Gol, a parcela hoje está em 55%, depois de chegar a 64% em meados de 2014. De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Viagens Corporativas (Abracorp), Rubens Schwartzmann, a crise no segmento se acentuou a partir de março deste ano. Em períodos de recessão, as viagens estão entre os primeiros itens cortados pelas empresas, que estão também dificultando o processo de aprovação dos deslocamentos. A venda de passagens a pessoas jurídicas é importante para as aéreas, uma vez que reduz a sazonalidade do setor. Ao contrário dos passageiros de lazer, que concentram suas viagens em dezembro, janeiro, fevereiro e julho, os de negócio viajam o ano todo. O segmento corporativo também costuma pagar mais caro pelos bilhetes. Enquanto o viajante de férias compra uma passagem com uma antecedência de 30 a 90 dias, muitos executivos marcam seus bilhetes em cima da hora.

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