Economia
Crise afeta as vendas de camel�s
Neste mês de dezembro é comum que a busca por presentes ? seja por artigos de decoração, roupas, brinquedos ou eletrônicos ? aumente, alimentada pelas inúmeras confraternizações entre amigos, colegas de trabalho e família. Porém, neste ano, a coisa tem sido diferente. Ao menos para os vendedores informais ? conhecidos como camelôs ? do centro de Maceió. A quinze dias do Natal, as vendas destes comerciantes ainda não decolaram. Os grandes centros de compras no centro da capital que abrigam os camelôs andam ?às moscas?, os corredores vazios, sem a típica aglomeração do ano, cadeiras vagas e muitos vendedores de braços cruzados. Os empresários relatam uma queda de cerca de 30% nas vendas, em relação ao ano passado, nestes primeiros quinze dias de dezembro. ?Ano passado a gente não tinha hora pra fechar, hoje a gente já quer fechar no meio da tarde. As pessoas estão pesquisando muito, olhando os preços e até comparando, mas as vendas não estão acontecendo?, conta a comerciante Sirleide Rodrigues, dona de uma banca que vende roupas e calçados no centro de Maceió. ?Nosso movimento está muito abaixo do esperado. O pessoal está sem dinheiro, e roupa, hoje em dia, é luxo?, conta a comerciante Adriana Alves, que trabalha há 24 anos como camelô. Ela revela que, no ano passado, famílias inteiras vinham do interior comprar roupas nesta época do ano, o que não aconteceu este ano ainda. A falta de movimento resulta em desemprego e menos oportunidades de trabalho, mesmo sendo informal. Na loja de Adriana, por exemplo, dez vendedoras atendiam no ano passado. Em 2016, o número foi reduzido pela metade. *Sob supervisão da editoria de Economia.