Economia
Marx Beltr�o descarta privatiza��o de aeroporto
O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares ainda não está entre os mais prováveis à privatização no País, segundo o ministro do Turismo Marx Beltrão. À Gazeta, o representante do executivo federal explicou que a privatização é possível, mas, neste momento, este procedimento se daria a empreendimentos maiores. ?Acredito que os aeroportos de grande funcionalidade são os aeroportos que teriam necessidade de serem privatizados. Os com menor fluxo não acho interessante ainda?, explicou o ministro, durante inauguração do Hotel Acqua Suítes, realizada ontem em Maceió, na orla da Pajuçara. Segundo Marx Beltrão, os aeroportos de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília teriam mais chances de serem privatizados porque são mais movimentados. O ministro disse ainda que a prioridade seria a abertura do mercado brasileiro para 100% do capital estrangeiro, visando atrair mais operadoras de voo ao País. ?As quatro empresas que operam o mercado hoje afirmaram, em reunião no ministério, que se nós fizéssemos o que eles queriam, eles colocariam mais setenta voos diários em todo o País?, revelou. Quanto a Alagoas, o ministro apontou três prioridades para a pasta do Turismo em 2017. Segundo Marx Beltrão, uma delas é a promoção das rotas turísticas alagoanas a todo o país e pelo mundo. O representante do executivo federal alegou ainda que a qualificação profissional ? visando atender à demanda dos empreendimentos em Alagoas ? e as obras de infraestrutura são essenciais para o Estado no próximo ano. ?Nós temos no País cerca de doze milhões de desempregados. O turismo representa uma das grandes soluções para geração de emprego. Nós estamos tentando tirar a burocracia do meio caminho, ou seja, o Estado precisa sair da frente dos empresários e andar de mãos dadas, para que a gente possa abrir as portas para os investimentos?, explicou. O Ministro apontou o excesso de burocracia como um dos entraves à expansão do turismo no Brasil. ?Hoje o governo brasileiro restringe o visto para países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão. Se nós liberarmos vistos nós poderíamos receber mais de 1 milhão de turistas por ano somente destes países. São tipos de burocracias como esta que nós queremos tirar do caminho?, aponta o gestor. * Sob supervisão da editoria de Economia.