Economia
Braskem fatura R$ 8,8 bi�e mant�m investimentos
São Paulo ? Apresentado, ontem, para a imprensa durante entrevista coletiva, o balanço anual da Braskem de 2002 registrou números grandiosos: faturamento bruto de R$ 8,8 bilhões, com receita líquida de R$ 6,9 bilhões e prejuízo de R$ 794 milhões em 2002. O resultado negativo foi atribuído pelo diretor-presidente do grupo, José Carlos Grubisich, principalmente, à ?excessiva? desvalorização cambial ocorrida a partir de setembro do ano passado. Apesar dos números negativos, a Braskem comemora os resultados de 2002 e confirma a manutenção de investimentos de R$ 300 milhões nas unidades do grupo este ano ? inclusive nas de Alagoas. Grubisich apresentou o balanço e classificou como ?excelente? o desempenho da Braskem, especialmente no último trimestre do ano passado, quando apresentou lucro de R$ 1,42 bilhão. ?Não fosse a desvalorização excessiva do real ante o dólar, certamente teríamos encerrado o ano com lucro?, resumiu. O câmbio, completou ele, afetou a Braskem porque a empresa tem parte de sua dívida em dólar. A exceção do prejuízo, os demais números apresentados por Grubisich foram positivos. Em 2002, a receita bruta da Braskem foi de R$ 8,858 bilhões, 20% superior aos R$ 7,393 bilhões registrados no ano anterior. A receita líquida chegou a R$ 6,991 bilhões, 24% superior à receita de R$ 5,631 bilhões obtida no ano de 2001. No ano passado, a Braskem diminui seu endividamento líquido em US$ 319 milhões (-14%), passando de US$ 2,2 bilhões (R$ 5,2 bilhões) em 31 de dezembro de 2001 para US$ 1,9 bilhão (R$ 6,8 bilhões) em 31 de dezembro de 2002. Em reais, no entanto, a dívida da empresa cresceu 31%. A Braskem também registrou crescimento da performance industrial e comercial. A unidade de poliolefinas registrou crescimento de 9% na produção de polipropileno (de 376 mil para 412 mil toneladas) e a unidade de vinílicos cresceu a produção de PVC em 11% (de 363 mil para 401 mil toneladas) e aumentou em 14% a fabricação de soda cáustica (de 366 mil para 415 mil toneladas). As fábricas da Braskem em Alagoas integram a unidade de vinílicos e são as maiores produtoras de PVC e cloro/soda da Braskem. A Braskem é controlada pelos grupos Odebrecht e Mariani e nasceu da fusão dos ativos dessas duas companhias com a Copene (Companhia Petroquímica do Nordeste). São ainda acionistas da empresa a Petroquisa (braço petroquímico da Petrobras) e os fundos de pensão Petros (da Petrobras) e Previ (do Banco do Brasil). Além da Bovespa, as ações da Braskem são negociadas em Nova York, em substituição aos papéis da antiga Copene.