Economia
Mercado volta a elevar previs�o de infla��o
Brasília ? As projeções feitas pelos analistas e economistas de instituições financeiras consultadas pelo Banco Central continuam apontando para uma alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2003. No Relatório de Mercado, divulgado hoje pelo BC, a expectativa para o IPCA neste ano subiu de 12,33% para 12,52%. Ou seja, bem acima da meta de inflação do BC de 8,5%. Para o mês de março, as estimativas para o IPCA feitas pelos analistas também subiram de 0,85% para 0,87% no período. Entre as cinco instituições com maior índice de acerto, na pesquisa do BC, a projeção para o IPCA deste ano manteve-se em 11,89%. Para 2004, a estimativa é de que o IPCA caia para 8%, ainda assim acima da meta ajustada de 5,5% definida pelo BC. Com relação aos demais indicadores, as projeções mantiveram-se praticamente as mesmas da semana anterior. Para a taxa de juros do fim do ano, a previsão continua apontando uma taxa Selic de 22% ao ano e, para o fim de 2004, a projeção subiu de 17,53% para 17,90% ao ano. A taxa de câmbio estimada para o fim de 2003 é de R$ 3,65 e, para 2004, de R$ 3,80. Para a relação dívida líquida do setor público em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas para o fim de 2003 caíram de 55,70% para 55,55% do PIB. Para 2004, também caíram de 54,60% para 54,25% do PIB. A estimativa para o superávit da balança comercial foi mantida em US$ 16 bilhões para 2003 e US$ 16 bilhões para 2004. As projeções para ingresso de investimento estrangeiro direto também se mantiveram em US$ 13 bilhões para este ano e US$ 15 bilhões em 2004. Apesar disso, os analistas reduziram a projeção de déficit em conta-corrente de US$ 4,90 bilhões para US$ 4,80 bilhões neste ano. Para 2004, as estimativas de déficit em conta-corrente subiram de US$ 4,70 bilhões para US$ 4,80 bilhões. Também foi mantida a expectativa de crescimento do PIB em 2003, de 2%. A agência de classificação de risco Fitch desistiu de rebaixar o ?rating? (classificação de risco) da dívida soberana do Brasil. A Fitch alterou a perspectiva para a nota do país de ?negativa? para ?estável?. Isso significa que a agência não pretende rebaixar mais o Brasil no curto prazo. Já a classificação da dívida em moeda estrangeira do Brasil permanece sendo ?B?, ou cinco degraus abaixo do chamado ?investment grade? (que inclui apenas papéis de baixo risco para investidores). A decisão foi justificada pela agência pelas políticas econômicas de austeridade fiscal adotadas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, como os cortes no Orçamento e a fixação da meta de superávit primário de 4,25% do PIB para este ano. Essas medidas, aliadas aos melhores resultados das contas externas e da balança comercial, teriam colocado as finanças do país em um caminho sustentável.