Economia
Contas de in�cio de ano desafiam alagoanos
Sair de 2016, marcado por uma recessão econômica que deixou mais de 12 milhões de desempregados no Brasil, e começar um ano novo com esperança de que tudo vai dar certo e aqueles boletos de pagamento serão pagos dentro do prazo de vencimento. Esse é um dos desejos dos alagoanos para 2017. E é justamente janeiro o mês do ?salve-se quem puder?. No início do ano é que grande parte dos compromissos precisa ser honrada, como IPVA, IPTU, despesa com material e matrícula escolar, pagamento das primeiras parcelas de débitos feitos nas festas de dezembro. Isso além das contas obrigatórias que chegam todos os meses, como as taxas de consumo de água, energia, transporte e compra de alimentos. Tem gente que mesmo com emprego garantido acabou se endividando no ano passado, só que o ano novo chegou com novas contas para pagar, e de muitas delas não se pode fugir. Se não houve planejamento nos doze meses que passaram, isso pode refletir daqui para frente. Ótimo seria se o trabalhador alagoano tivesse saído ileso de 2016 ? e não como uma das vítimas do fechamento de mais de 10 mil postos de trabalhos com carteira assinada entre janeiro e novembro do ano passado ? e ainda guardado 13º salário ou parte dele para o pagamento de contas. Mas, infelizmente, essa não é a realidade da maioria. Especialistas orientam que é preciso organizar o orçamento e gastar somente o necessário. A Gazeta de Alagoas conversou com o economista Rômulo Sales, que falou sobre as dívidas desta época do ano e o planejamento financeiro que, segundo ele, nada mais é do que antever momentos de crise e agir para neutralizar ou minimizar os impactos negativos que virão.