Economia
Desemprego provoca aumento das d�vidas
Gedson Miranda dos Santos passou onze meses desempregado, não conseguiu pagar as contas, precisou de ajuda de ?estranhos? para sustentar a família e entrou em depressão. No fim de novembro de 2015, conseguiu uma vaga como estoquista numa empresa que funciona em um shopping de Maceió. A situação melhorou, mas o acúmulo de débito da época que ficou parado e empréstimo feito para pagar contas atrasadas levaram quase todo seu salário de R$ 1.200. Resolveu cortar mais gastos. Mas de onde? Teria que tirar a filha, uma menina esperta de nove anos, da escola particular que custava quase R$ 200. Isso foi um golpe, porque o casal Gedson e Rosiene dos Santos quer oferecer o ?melhor? para a filha Bruna Letícia. Vendo que a família não conseguia pagar as mensalidades em dia e muito menos renovar a matrícula para 2017, a proprietária da escola informou que os pais poderiam pagar o que devem quando a situação melhorasse. Um alívio. Mas é preciso arrumar outra renda, pois só com o salário de Gedson não é possível pagar tudo. Então, Rosiene, esposa do estoquista, passou a ganhar uma ajuda da irmã de R$ 200 e cuida de dois sobrinhos. Gedson Miranda dos Santos, 36 anos, e Rosiene dos Santos, 27, estão juntos há quase 15 anos. Uma longa história de batalhas para garantir o sustento e uma grande vitória logo quando casaram: a construção da casa onde moram, no Conjunto Cidade Universitária, parte alta de Maceió. ?Por onze meses precisamos de doação. Acumulamos cinco contas de energia para pagar, aí veio o aviso de corte e pedimos dinheiro emprestado?, lembra Rosiene. O estoquista Gedson fala com tristeza do aperto que sua família ainda passa, mas é uma pessoa otimista e acredita que 2017 será melhor. ?Tive uma depressão e sofri muito. Estou me recuperando e acredito que tudo vai melhorar. Para todo mundo?.