Economia
Leis mudam forma de tributa��o
As novas legislações trabalhistas mudaram a forma de tributar as empresas no Brasil. Por cada afastamento de funcionário, uma empresa ou indústria brasileira paga em média R$ 73,3 mil de tributos. Já nos casos de acidentes, esse valor pode chegar a R$ 9,4 mil. Para auxiliar as instituições, o Serviço Social da Industria (Sesi) está realizando o maior investimento privado em Saúde e Segurança do Trabalho do País. Em entrevista à Rádio Gazeta, Gustavo Nicolai, médico do trabalho e executivo do Sesi, foi questionado sobre as novas formatações das legislações inerentes à Saúde e Segurança do Trabalho no Brasil. Durante a fala, ele relatou que quanto maior o número de acidentes e afastamentos, seja por doenças ou pela previdência social, registrados em uma empresa, maiores serão os custos tributários cobrados a elas. ?Aquelas empresas que ?adoecem? mais, que ?acidentam? mais seus trabalhadores pagam mais impostos. Nós chegamos a um momento em que a política brasileira, de modo até inteligente, colocou para os empresários o desafio. Mais do que nunca, agora é a hora de prevenir [acidentes] verdadeiramente e remediar com o dinheiro no bolso. É uma mudança significativa?, destacou o médico. O Departamento Nacional do Sesi realizou um levantamento com 500 médias e grandes empresas, entre outubro de 2015 e fevereiro de 2016. O resultado apontou que 71,6% das indústrias afirmaram dar grande atenção à saúde e segurança no trabalho (SST). A mudança na atenção dada pelas indústrias aos trabalhadores na forma da gestão de saúde e segurança no trabalho tem ocasionado uma redução de acidentes e alegação de doenças ocupacionais no Brasil. Ainda de acordo com o Sesi, 48% dos gestores constataram que esses investimentos causaram uma redução nas faltas ao trabalho, 43,6% notaram aumento da produtividade no chão de fábrica e 34,8% afirmaram ter redução de custos com a saúde dos trabalhadores. *Sob supervisão da editoria de Economia.