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Com�rcio com China poder� dobrar at� 2005

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Rio - O Brasil tem condições de dobrar ou até mais o comércio com a China, em dois anos, acredita o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), Charles Tang. No ano passado, as exportações brasileiras para o mercado chinês foram de US$ 2,5 bilhões e as importações de US$ 1,5 bilhão, somando US$ 4 bilhões e dando um saldo de US$ 1 bilhão ao Brasil. ?Quatro bilhões de dólares de comércio bilateral não é nada para as dimensões dos dois países?, diz Tang. O cônsul-geral da China no Rio, Wang Xaioyuan, tem a mesma opinião. O diplomata considera o mercado brasileiro para os chineses ?uma terra virgem? e o mesmo vale para o mercado chinês do ponto de vista do exportador brasileiro. ?Mais de 90% do suco de laranja consumido na China é produzido no Brasil. Compramos suco de laranja brasileiro da Europa e dos Estados Unidos. O mesmo vale para outros produtos. Queremos tornar essas relações mais diretas?, afirma Xaioyuan. O café é outro exemplo. Ao invés de a China comprar café brasileiro diretamente, compra o produto industrializado na Europa. Agora a marca brasileira de café Pelé está tentando entrar na China. Xaioyuan vê um grande potencial de crescimento do comércio com o Brasil também pela entrada de brasileiros nesses mercados para concorrer com os europeus e americanos. Para Tang, os chineses compram da Europa produtos como suco de laranja e café porque o Brasil não se apresentou no mercado chinês como vendedor. ?Temos que aprender a ganhar dinheiro ao invés de sempre tomarmos emprestado com o Fundo Monetário Internacional (FMI)?, diz Tang. De acordo com ele, o Brasil pode ampliar as exportações para a China tanto em produtos tradicionais, como soja, quanto em áreas que antes eram fechadas e se abriram, este ano, após a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), como carnes.

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