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D�lar fecha abaixo de R$ 3,50 pela primeira vez desde janeiro

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Rio - Pela primeira vez, desde 21 de janeiro, o dólar fechou abaixo da barreira psicológica dos R$ 3,50, cotado a R$ 3,49 para venda e R$ 3,48 para compra, em queda de 0,93%. O impasse na Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a guerra no Iraque levou os investidores, pela primeira vez, em dois meses de tensões, a cogitar a possibilidade de não haver confronto. Com isso, não só o dólar - que ontem subiu pressionado por compras de bancos que aproveitaram o preço relativamente baixo ? caiu, como a Bovespa subiu e o Risco Brasil recuou. O índice Bovespa avança 0,08% para 10.317 pontos, enquanto o risco desce 0,61% para 1.140 pontos e os C-Bond, principais títulos da dívida brasileira no exterior, sobem 0,75% para 75,938% do valor de face. O volume de negócios durante a tarde foi mais baixo e, por todo o dia, não houve operações de destaque. Segundo analistas, a cotação do dólar deve ficar presa a uma faixa estreita entre R$ 3,48 e R$ 3,54 enquanto não houver decisão sobre a guerra no Iraque. Quem não precisa fechar negócio, evita ir ao mercado - o que tem esvaziado o volume de negócios nos últimos dias. Guerra Com dúvidas sobre a data, a duração e as conseqüências do conflito, os investidores preferem manter uma reserva de dólares para o caso de a cotação disparar com a guerra, mas sem excessos - já que a tendência no momento é de queda e assim deve permanecer até o confronto. Os EUA e o Reino Unido tentam obter apoio para atacar o Iraque, país ao qual acusam de manter armas de destruição em massa, e enviaram uma proposta à ONU que determina o próximo dia 17 como limite para o Iraque se desarmar, caso queira evitar uma ação militar. O documento precisa de nove votos, dos 15 possíveis, e nenhum veto para ser aprovado. Entretanto, na ONU, França e Rússia, que têm direito a veto no Conselho de Segurança da ONU, lideram uma forte oposição à ação militar argumentando que não há provas da existência de tais armas e que seria necessário mais tempo para o Iraque provar que se desarmou.

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