Economia
Com�rcio de m�quinas agr�colas se aquece
O ânimo dos produtores aparece também nas vendas de máquinas agrícolas. Em dezembro, quando iniciam os preparativos da colheita, houve crescimento de 84% nos negócios em relação ao mesmo mês de 2015. Na Iguaçu Máquinas Agrícolas, por exemplo, com sete lojas em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o volume de vendas cresceu entre 10% e 15% a partir de novembro até agora, conta o gerente-geral de Rondonópolis (MT), Mario Guilherme Lange. ?Esta é uma região de puro agronegócio e não sentimos a crise?. Neste ano apareceram agricultores interessados em comprar equipamentos para pronta-entrega, o que não é usual. Ele notou uma procura maior por colheitadeiras de grande porte, com mais eletrônica embarcada. ?São as ?Ferraris? do campo, que chegam a custar R$ 1,5 milhão?. Juro baixo, produtor capitalizado e clima favorável animaram os agricultores, afirma Mario Guilherme Lange. ?O clima foi fundamental?, diz o vice-presidente da Associação dos Produtores de Milho e Soja do Mato Grosso, Elso Pozzobon. A produtividade das cidades do Norte do Estado, onde 30% da safra de soja foi colhida, está surpreendendo. Em Sorriso, a média é de 58 sacas por hectare, ante 47 em 2016. Pozzobon diz que a agricultura ?vai ajudar a economia a sair da letargia?. Para Silveira, o agronegócio evita outro ano recessivo no País. Porém, pelo fato de ter cadeias curtas de produção e empregar pouco, o setor não pode trazer de volta o crescimento: ?Essa função ainda é da indústria?, reforça o vice-presidente.