Economia
Recuo da demanda � fundamental para IPCA se manter em n�veis baixos
Na avaliação da coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, o recuo da demanda em razão das altas taxas de desemprego e da dificuldade de crédito é fundamental para que as taxas de inflação se mantenham em níveis relativamente baixos, se comparados ao ano de 2015. Para ela, a conjuntura não mudou e o perfil do comportamento dos preços neste início de ano se manteve semelhante aos de 2016, em particular, a partir da segunda metade do ano. ?O perfil dos últimos meses do ano passado e deste início do ano, com desemprego em alta, dificuldade de crédito e elevadas taxas de juros, tem feito os preços recuarem e, em alguns casos, levando até mesmo à redução da margem de lucro em razão do comportamento do dólar?, disse. Para Eulina, ?o recuo da demanda tem sido fundamental para que a gente esteja tendo hoje taxas de inflação bem mais baixas do que há alguns anos. A conjuntura não mudou: há um esboço de recuperação em alguns setores da indústria, mas não há resposta em termos de venda e o contexto ainda é de pouca grana?, afirmou. A coordenadora entende que os perfis dos dois índices (dezembro e janeiro) são mais ou menos parecidos, com os preços sendo influenciados pela demanda. Quanto ao resultado de alta de janeiro (0,38% contra 0,3% de dezembro do ano passado) ele foi influenciado pela diferença exercida pela pressão das passagens dos ônibus urbanos, uma vez que os transportes são responsáveis por uma parcela significativa das despesas das famílias e janeiro concentra reajustes em algumas regiões do País. Soma-se a isso os alimentos, cujos preços pesam mais e têm maior impacto nas despesas das famílias - e alguns itens aumentaram bastante, argumenta.