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Economia

Limite de financiamento � ampliado

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Conselho Monetário Nacional aprova aumento do preço de avaliação de residências novas que podem ser compradas com o dinheiro do FGTS Preço O preço de avaliação de imóveis valerá para todas as regiões do País - até agora, o valor máximo variava de R$ 800 mil a R$ 950 mil, dependendo da cidade de origem Brasília, DF ? Trabalhadores brasileiros poderão usar até dezembro recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de imóveis de maior valor. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou ontem o aumento do preço de avaliação de residências novas que podem ser compradas com o dinheiro do fundo para R$ 1,5 milhão. O novo limite será temporário e valerá para operações contratadas entre 20 de fevereiro e 31 de dezembro deste ano. Segundo fontes da área econômica, a intenção do governo é, até o fim do ano, fazer uma nova avaliação do mercado para decidir se há condições de estender o teto para 2018. O preço de avaliação valerá para todas as regiões do País ? até agora, o valor máximo variava de R$ 800 mil a R$ 950 mil, dependendo da cidade. Também foi estendido até dezembro o limite de R$ 1,5 milhão para imóveis financiados pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH), que usa recursos da poupança e do FGTS e tem taxas de juros mais baixas, limitadas a 12% ao ano. O teto já estava em vigor para compras sem o uso de dinheiro do fundo desde setembro do ano passado, mas o prazo para o limite ampliado acabaria nesta sexta-feira, 17. O aumento do valor dos imóveis atenderá a uma demanda da classe média e tem o objetivo de desovar o estoque de imóveis e estimular a atividade econômica. De acordo com o diretor da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luís Fernando Moura, a expectativa é dar vazão às mais de 120 mil unidades residenciais em estoque. ?Tivemos uma situação de crédito apertado com juros elevados, o que levou ao crescimento do estoque dos imóveis para a classe média. Não é o que vai ainda resolver completamente os problemas do setor, mas o humor começa a mudar?, afirmou. Moura não acredita que haverá uma corrida para a compra de imóveis, nem que a medida levará a um aumento nos preços, justamente porque o estoque é elevado. ?Precisamos ainda resolver problemas como a questão do distrato e melhorar a economia para ter condições de ter ampliação sobre volume de lançamentos?, completou.

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