Economia
Alagoas tem taxa recorde de desocupa��o em 2016
Alagoas encerrou o ano de 2016 com uma taxa de desocupação recorde de 14,8%, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o levantamento, no último trimestre do ano passado, o Estado repetiu a taxa do trimestre anterior, mas o número de pessoas desocupadas recuou de 191 mil para 187 mil, na passagem de um trimestre para o outro. O desempenho da taxa de desemprego de Alagoas acompanhou o ritmo de outros 14 estados da federação, segundo o IBGE. Além do Estado, Amazonas, Pará, Amapá, Tocantins, Maranhão, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal tiveram as taxas mais elevadas da série histórica, iniciada no primeiro trimestre de 2012. ?O último trimestre do ano deveria ser de recuo na taxa de desocupação. O mercado de trabalho está mais favorável? Não. Se estivesse, não teria recorde em 15 unidades da federação?, ressaltou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. RENDIMENTOS A pesquisa do IBGE mostra ainda que o rendimento médio habitual do trabalhador alagoano registrou alta de 2,4% na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2015, saltando de R$ 1.311 para R$ 1.343. Em todo o País, a taxa de desemprego fechou 2016 em 12% da População Economicamente Ativa, a média do ano ficou em 11,5%. No detalhamento divulgado ontem pelo IBGE, constatou-se que registraram taxas de desocupação acima da média nacional as regiões Nordeste (14,4%), Norte (12,7%) e Sudeste (12,3%). A Região Centro-Oeste, ficou com (10,9%) e a Sul, com (7,7%) nestas regiões as taxas ficaram abaixo do indicador para o Brasil. No Amapá, o índice ficou em 16,8%, a maior taxa entre os estados. Em Santa Catarina, a taxa foi 6,2%, o menor índice para as unidades da federação.