Economia
Carnaval aquece vendas no Estado
O consumidor alagoano deixou para ir às compras para o carnaval de última hora. Quem foi ao Centro na quinta-feira, 23, encontrou grande movimento e lojas repletas de artigos carnavalescos. Mesmo sob os efeitos da crise econômica, o folião decidiu investir na alegria da festa de Momo. Mateus Rodrigues é um desses foliões que deixaram a escolha da fantasia para a última hora. Embora reconheça a crise econômica que afeta milhares de pessoas, ele conta que o período não é para contenção. ?Esperamos o ano todo pelo carnaval, merecemos gastar com nosso bem-estar?, justifica. Ele reconhece que os preços aumentaram, mas ressalta que, no seu caso, na média do esperado. ?Mesmo assim vale a pena para quem está disposto a comprar?, defende, ressaltando que a crise é também psicológica. ?Nós ficamos com medo por tantos alardes que ouvimos que às vezes temos condições e não gastamos?, diz Mateus Rodrigues, que separou uma quantia justamente para este período. ?Gasto em média R$ 250 para comprar fantasias e acessórios?, conta. As amigas Guta Cavalcante e Cleide de Oliveira também sentiram que os preços apresentaram uma alta em relação ao mesmo período do ano passado. ?Não dá pra sair pra festa com uma fantasia legal com menos de R$ 150?, afirmam. Eles ressaltam, porém, que o período festivo pede alguns gastos que devem ser pensados como necessários. ?Não podemos ter medo de gastar com a alegria, é um gasto preciso, parece ser supérfluo, mas se não gastamos com nosso bem-estar, vamos gastar com quais coisas??, questiona Cleide de Oliveira. Para elas, que vão passar o carnaval em uma casa de praia no Litoral Sul do Estado, gasto com fantasia, por exemplo, acaba desencadeando a compra de outros produtos essenciais para a folia, como bebidas, carnes e petiscos em geral. Maurício Alves, gerente de uma loja de artigos de festa no centro de Maceió, ressalta que o movimento dos últimos dias foi surpreendente. ?Não esperávamos que o movimento fosse grande, fomos pegos de surpresa com este movimento bom?, conta. De acordo com Maurício Alves, os consumidores deixaram para ir às compras às vésperas do feriado. Ele conta que há alguns dias a procura estava em baixa e a circulação de pessoas no Centro, pequena. ?Na semana que antecedeu o carnaval, no entanto, o movimento foi intenso, como é natural no carnaval?, diz, acrescentando que deve superar as vendas do mesmo período do ano passado.