Economia
Desemprego j� atinge quase 13 milh�es no Pa�s
Rio e São Paulo ? A taxa de desemprego voltou a bater recorde no início do ano, alcançando 12,6% no trimestre encerrado em janeiro de 2017, de acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nessa sexta-feira, 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O País já tem 12,921 milhões de desempregados, o maior nível da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Há mais 3,302 milhões de pessoas em busca de uma vaga em relação a um ano antes, o equivalente a um aumento de 34,3%. Ao mesmo tempo, 1,748 milhão de postos de trabalho foram fechados. A expectativa é que o nível de desemprego continue em ascensão e que a taxa média de desocupação de 2017 fique em 13,3%, previu o economista Rafael Gonçalves Cardoso, da Daycoval Investimentos. ?Segue a tendência clara de distensão do mercado de trabalho?. A taxa de desemprego só tende a melhorar quando o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrar geração de vagas, acredita o economista Saulo Carvalho, da Kapitalo Investimentos. ?O primeiro sinal (de recuperação) será quando o Caged vier positivo?. Desde o início da crise no emprego, há dois anos, já foram perdidos 2,8 milhões de postos de trabalho no País. ?Dá quase a metade da população (da cidade) do Rio?, comparou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. A taxa de desocupação praticamente dobrou em dois anos, saltando de 6,8% no trimestre encerrado em janeiro de 2015 para 12,6% em janeiro de 2017. A população desocupada cresceu 91% no período, o equivalente a 6,158 milhões de pessoas a mais em busca de trabalho. ?Cada pessoa que perde o emprego acaba levando mais uma ou duas pessoas para a fila da desocupação com ela. O marido que fica desempregado acaba levando a mulher e o filho que está em idade de trabalhar para procurar emprego também?, disse Azeredo.