Economia
Jovens s�o os mais atingidos pela alta do desemprego em Alagoas
Sob uma taxa de desemprego de 14,8% ? maior do que a média nacional, de 12%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ?, os alagoanos estão enfrentando uma das piores crises econômicas que o Brasil já passou. Em 2016, o Produto Interno Bruto do País teve uma retração de 3,6% e o consumo das famílias recuou 4,2%, segundo dados do IBGE. De acordo com o órgão, todas as áreas da economia apresentaram queda no ano passado, o que levou ao desemprego que atingiu o trabalhador alagoano. Atualmente, segundo o IBGE, 187 mil pessoas com idade de trabalho estão desempregadas no Estado. Diretamente afetados por este cenário, muitos jovens alagoanos têm dificuldade de ingressar ? ou reingressar ? no mercado de trabalho. Para saber o que eles pensam, a Gazeta ouviu estudantes de Economia ? futuros analistas dos cenários econômicos local e nacional ? para saber como eles veem o atual momento econômico do Estado. Para o estudante e futuro economista Gilson Castro, 20 anos, uma alternativa para a falta de vagas formais no mercado de trabalho alagoano é o empreendedorismo. ?É um momento crítico, e para momentos como este, a solução deve ser ousada também?, defende. Ele acredita que o bom momento econômico por qual o País passou foi ilusório. ?Tivemos medidas populistas nos governos anteriores, porém todas de estímulo ao consumo, e poucas de estímulo à consolidação do emprego?, justifica. O estudante ressalta que essas medidas acarretaram, em muitos casos, no endividamento do consumidor, uma vez que houve aumento do crédito, mas sem a estabilidade do emprego. * Sob supervisão da editoria de Economia