Economia
Institui��es brigam por FGTS
São Paulo, SP ? Depois de dois anos seguidos de recessão, a notícia de que 30 milhões de brasileiros poderão sacar o dinheiro depositado nas contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) está mobilizando os principais bancos do País, que vêm adotando estratégias típicas de e-commerce para garantir uma fatia maior do bem-vindo recurso ? mais de R$ 40 bilhões ? que circulará na economia. A ideia das instituições é convencer o consumidor a poupar ou pagar dívidas, em vez de comprar produtos. Para dar conta da tarefa, bancos como Santander e Bradesco formaram parcerias com o Google para ?perseguir? o consumidor não com anúncios de aparelhos de televisão e máquinas de lavar, mas com ofertas de renegociação de débitos e de investimentos. ?A gente está começando a funcionar como uma loja online?, define o diretor da plataforma multicanal do Santander, Cassius Schymura. Neste caso, diz o executivo, os bancos têm a vantagem de saber de antemão o histórico financeiro do cliente ? se ele está pendurado em dívidas ou se terá condições de fazer um investimento. A estratégia de conquistar a preferência dos trabalhadores com dinheiro a receber se intensificou desde a semana passada, quando começou o calendário de saques ? afinal, é preciso chamar a atenção enquanto ele ainda está com dinheiro na mão. E o interesse pelo assunto nunca esteve tão forte. Segundo o Google, as buscas com a sigla FGTS foram 17 vezes superiores à média da procura sobre o tema entre os meses de janeiro e novembro de 2016.