Economia
Empresas voltam a contratar, mas oferecem sal�rios mais baixos
São Paulo, SP ? Depois de três anos, a Bollhoff, multinacional alemã fabricante de peças de fixação para a indústria automotiva e de máquinas agrícolas, voltou a contratar. Desde o final de 2016 até agora, a companhia ampliou em 10% o quadro de funcionários, principalmente de nível operacional, e planeja mais admissões até meados do ano. ?Voltamos a contratar por causa do aquecimento da demanda?, diz o presidente, Flávio Silva. Ele explica que a procura pelas peças que produz cresceu 15% pelo setor agrícola e em torno de 30% pelo segmento automotivo destinado à exportação. Mas ele ressalta que há muita cautela na retomada das admissões. ?Há um questionamento muito grande sobre a real necessidade de se contratar?, diz o executivo. Para dar conta do aumento da demanda por seus produtos, a empresa investiu em máquinas e decidiu ampliar o quadro de funcionários, apostando em profissionais muito jovens, estudantes, porque é mais fácil ajustar o salário. A ?juniorização? dos contratados, isto é, a admissão de profissionais mais jovens e menos experientes por um custo menor, é uma alternativa para não sofrer tanto com as alterações no cenário da economia que possam ocorrer mais à frente. O estudante do quarto ano de Engenharia de Produção Marcelo Clemente Pereira, de 26 anos, por exemplo, começou como estagiário na área de manufatura da empresa no meio do ano passado e, em outubro, foi contratado para o departamento de compras. ?Em quatro meses fui de estagiário a efetivo. Não achei que seria tão rápido?, diz Pereira.