Economia
Governo diz que erros n�o comprometem trabalho
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Arnóbio Cavalcante, admite que existem erros no ?Mapa do Fim da Fome em Alagoas??, mas garante que ?essas incorreções não comprometem a seriedade do trabalho realizado pela Fundação Getúlio Vargas. Ele reconheceu que alguns dados estão desatualizados, mas alega que os mesmos foram transcritos das PNADs (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios) de 1998 e 1999, uma vez que a pesquisa de 2001 ainda não havia sido divulgada pelo IBGE em dezembro passado, quando o diagnóstico foi concluído. Arnóbio Cavalcante explica ainda que algumas das imprecisões citadas pelo professor Cícero Péricles como erros grosseiros ocorreram por erro de impressão. É o caso, por exemplo, de dois municípios cearenses (Caucaia e Fortaleza) que constam do trabalho da FGV como sendo municípios de Alagoas. ?O doutor Marcelo Nery é um pesquisador de renome internacional e jamais cometeria erros tão primários??, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico, referindo-se ao diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, responsável pelo trabalho. Incorreções O secretário também atribui outras incorreções da pesquisa ao fato de ela ser parte do estudo nacional realizado pela Fundação Getúlio Vargas e que serviu de base para elaboração do ??Mapa do Fim da Fome no Brasil??, de autoria do professor Marcelo Nery . ?Na transcrição desses dados sempre escapa alguma informação específica de determinadas regiões que não se aplica à realidade alagoana, mas nada que comprometa o diagnóstico como um todo??, explicou Arnóbio Cavalcante, ao anunciar que a pesquisa será revisada e atualizada com dados novos da PNAD-2001. Ele encara as críticas ao ?Mapa do Fim da Fome em Alagoas?? como manifestações naturais, pelo fato de ser um trabalho novo e por ser inovador sempre desperta interesses diversos. O secretário informou também que a pesquisa custou R$ 80 mil, e não R$ 200 mil, como chegou a ser anunciado. ?Posso adiantar que também não foi o Estado que pagou, mas eu não quero polemizar sobre esse assunto??, concluiu.