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Pesquisa: constru��o de AL � a mais cara do NE

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EDIVALDO JUNIOR Alagoas tem o maior custo da construção civil no Nordeste e também um dos maiores do país. Segundo o Índice Nacional da Construção Civil, calculado pelo IBGE em convênio com a Caixa Econômica Federal, o custo por m2 no Estado ficou em R$ 414,78 em fevereiro (alta de 1,18%) em relação ao mês anterior. O custo do m2 em Alagoas é ligeiramente maior do que a média nacional, de R$ 412,60, em fevereiro. Em relação ao Nordeste, no entanto, a diferença é bem maior. Na média, o m2 na região foi de R$ 377,46 ou R$ 37,32 menos que o custo alagoano. O custo nacional por metro quadrado é composto pela soma dos custos dos materiais e de mão-de-obra. Na composição do custo por metro quadrado de R$ 412,60, observado em fevereiro, R$ 243,49 foram relativos aos gastos com materiais e R$ 169,11 com mão-de-obra. Desaceleração A boa notícia é que o custo do m2 em Alagoas está crescendo num ritmo menor. No acumulado do ano, enquanto o índice aumentou 3,49% no Nordeste e 3,07% no Brasil, subiu apenas 2,285 no Estado. No mês, o crescimento do custo em Alagoas também foi menor (1,18%). O Nordeste registrou a maior alta em fevereiro (1,42%), seguido pela região Norte (1,23%). No Sudeste, o resultado de 1,21% foi igual ao nacional. As regiões Sul (1,02%) e Centro-Oeste (1,01%) apresentaram índices praticamente iguais. Os custos regionais por metro quadrado foram: R$ 405,94 (Norte); R$ 377,46 (Nordeste); R$ 437,33 (Sudeste); R$ 421,44 (Sul) e R$ 398,75 (Centro-Oeste). Estes resultados são calculados mensalmente pelo IBGE através de convênio com a CAIXA ? Caixa Econômica Federal, a partir do SINAPI ? Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil. Diferentes Outro importante indicador o CUB (Custo Unitário Básico da Construção Civil), utilizado oficialmente pelo setor e pelo INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), mostra outra realidade: o custo de Alagoas estaria entre os mais baixos do país e do Nordeste. O CUB residencial de Alagoas (o H83N - a referência é um prédio de oito andares com três quartos e padrão normal) ficou em R$ 463,04 em janeiro. Está bem abaixo dos mesmo custos em Estados como Ceará e Paraíba, onde o CUB de janeiro ficou acima de R$ 500. ?O problema é que o padrão do CUB muda de um Estado para outro. Fica difícil comparar um custo do nosso padrão, com o padrão de Sergipe, por exemplo, que usa como referência o H12B, que significa construção de um pavimento, com dos quartos e padrão baixo?, explica o presidente do Sinduscon-AL (Sindicato da Indústria da Construção Civil em Alagoas), José Nogueira. O CUB, explica o superintende do Sinduscon, Rafael Ramalho, é calculado mensalmente de acordo com as informações das construtoras. A pesquisa também calcula os custos de mão-de-obra e materias, que ficaram, respectivamente em R$ 208,68 e R$ 254,36 em janeiro. ?O índice do IBGE é diferente do nosso. Ou seja, eles calculam um tipo de custo de construção diferente, por isso não dá para comparar?, resume Ramalho. ?Cabe lembrar, no entanto, que o CUB é o indicador real, utilizado pelas construtoras e pelo mercado?, completa. Perspectivas O mercado imobiliário vai muito bem. Já o setor de obras públicas continua pura incógnita. Em síntese, essa é a avaliação do Sinduscon para a atual conjuntura vivida pelo setor no Estado. ?Infelizmente o governo federal suspendeu os pagamentos restantes do ano passado e ainda não anunciou nenhuma medida para a construção civil. Nosso alento é que o governo de Alagoas superou os problemas burocráticos e já está pronto para receber recursos federais para obras públicas?, avalia José Nogueira. Quanto a área imobiliária, as expectativas são muito boas. ?O mercado está numa boa fase e deve se manter aquecido?, aponta.

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