loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Avalia��o do Brasil depende da reforma da Previd�ncia, diz Fitch

Ouvir
Compartilhar

São Paulo, SP ? A aprovação da reforma da Previdência no Congresso pode levar a uma mudança, ao menos da perspectiva do rating soberano brasileiro, disse ontem o diretor da Fitch no Brasil, Rafael Guedes, ressaltando que é preciso que o texto final não fique muito esvaziado. A posição da Fitch é esperar por mais clareza do cenário de andamento de reformas no Congresso e do ambiente político, disse ele. Um dos riscos é o alto patamar de desemprego e suas consequências sociais. Outro deles são as ?imprevisíveis consequências? da Lava Jato e da revelação das delações da Odebrecht, que deve envolver mais políticos em Brasília. Guedes citou ainda que está no radar o julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa que elegeu a ex-presidente Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014. Já entre os pontos positivos está a queda rápida da inflação, o começo da melhora dos índices de confiança dos empresários e consumidores e o ajuste nas contas externas. O executivo ressaltou ainda a aprovação da medida que estabelece um teto para alta dos gastos públicos. A reforma da Previdência, disse ele, é muito necessária porque é a que mais tem impacto na dinâmica dos gastos públicos O diretor da Fitch explicou que a agência pode fazer uma ação negativa no rating soberano brasileiro se o governo não conseguir tocar o ajuste fiscal e não conseguir reaquecer a economia. Já uma melhora nas perspectivas de expansão do Produto Interno Bruto (PIB), provocada por políticas que estimulem a atividade, seria um fator positivo para o rating. A Fitch atribui rating BB com perspectiva negativa para o Brasil. A revisão mais recente ocorreu em novembro de 2016. Segundo Guedes, foi a primeira ação da agência em 18 meses que não significou um rebaixamento da nota soberana. Guedes participou de um seminário em São Paulo organizado pela EMTA, uma associação de Nova York que reúne gestores de recursos e analistas de bancos, corretoras e gestoras de recursos dedicados a países emergentes.

Relacionadas