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Crise faz consorciados adiarem compra de bens

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São Paulo, SP ? Em mais um reflexo da crise econômica, muitos consumidores contemplados em consórcios têm deixado para depois a compra de bens como imóveis ou veículos, os principais itens financiados nessa modalidade. De acordo com os dados mais recentes do Banco Central, em janeiro havia mais de 390 mil cotas com crédito disponível para utilização, no caso dos consórcios imobiliários. Para veículos leves, essas cotas somavam quase 260 mil. Ambos os estoques ficaram praticamente estáveis em relação a janeiro de 2016, mas vieram de uma trajetória de alta de 6,22% e de 14,77%, respectivamente, na comparação entre o começo do ano passado e o mesmo mês de 2015. A vantagem do consórcio está na possibilidade de adquirir um bem em menos tempo, quando a contemplação ocorre logo nos primeiros meses, seja por sorteio ou por lance. Coordenador do laboratório de finanças do Insper, Michael Viriato explica que ser contemplado e não utilizar o crédito acaba desvirtuando o propósito da aplicação. ?Consórcio não é investimento?, diz. O diretor comercial da BB Consórcios, Paulo Ivan Rabelo, porém, vê com entusiasmo o adiamento das compras. ?Devido ao perfil do cliente do consórcio não ser imediatista, entendemos que o produto tem cumprido seu objetivo no mercado?, diz. Ainda que o crédito disponível seja corrigido pela inflação ou pela taxa básica de juros, outras aplicações podem ser mais vantajosas, dependendo dos planos do consumidor. Além disso, os próprios custos para contratar um consórcio, como taxa de administração e seguro (quando previsto no contrato), podem corroer parte do valor a ser resgatado.

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