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FMI destaca papel de reformas

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Brasília, DF ? O relatório Monitor Fiscal, lançado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), destaca o papel da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Gastos Públicos e o esforço do governo brasileiro para fazer a reforma da Previdência como fatores importantes para a retomada do crescimento econômico no país. O fundo avalia que o Brasil deve sair de uma recessão que dura dois anos em 2017 e deve avançar em suas reformas, cujos objetivos, segundo o documento, são reconstruir a credibilidade e a sustentabilidade fiscal do País. O FMI diz que o congelamento dos gastos, em termos reais, vai ajudar a reduzir o deficit de maneira relativamente rápida, ainda que a proporção dívida bruta do governo em relação ao Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas em um país) do País deva continuar a crescer ao menos até 2022, quando representará 87,8%. Em 2008, o número era de 61,9%, segundo a instituição, e em 2016, atingiu 78,3%. Segundo o relatório, o Brasil voltará a ter superavit primário a partir de 2020. Nesse ano, o valor será de 0,7%, e deve crescer no ano seguinte, 2021, para 1,1% e em 2022 para 1,6%. O superavit primário é o resultado positivo de todas as receitas e despesas do governo, excetuando gastos com pagamento de juros. Segundo o relatório, os deficits fiscais (diferença negativa entre os rendimentos e as despesas públicas em um determinado prazo) nas economias médias e emergentes aumentaram pelo quarto ano seguido, de uma média de 0,9% do PIB em 2012 para 4,8% em 2016, o maior número das últimas duas décadas. O aumento foi devido ao crescimento lento e à baixa nos preços das commodities (mercadorias em estado bruto ou produtos primários comercializados internacionalmente, como café, algodão, soja, boi gordo, minério de ferro e cobre), aliados a fatores políticos. Brasil, China e países exportadores de petróleo foram os responsáveis pela maior parte do crescimento do deficit entre 2012 e 2016.

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