Economia
AL fecha 27,6 mil empregos no trimestre
Alagoas extinguiu 27.633 postos de trabalho com carteira assinada nos três primeiros meses deste ano. O número é 7,73% menor do que o total de vagas extintas no mesmo período do ano passado, segundo dados do Cadastro Geral de Empregado e Desempregado (Caged), divulgado ontem, pelo Ministério do Trabalho. De acordo com os dados, somente no mês de março, o Estado eliminou 9.335 vagas com carteira assinada. O número é a diferença entre as 5.955 contratações e as 15.290 demissões no período. Sozinho, o setor canavieiro foi responsável por 82,86% das demissões no mês passado, quando foram fechadas 7.735 vagas formais de trabalho pelas usinas alagoanas. Em todo o País, foram fechadas 63.624 vagas de emprego formal em março, de acordo com dados do Caged. No mesmo mês do ano passado, a retração foi de 118 mil postos de trabalho. Em fevereiro, o resultado havia sido positivo, com a criação de 35.612 vagas formais, o que levou o presidente Michel Temer a comemorar a retomada da criação de empregos depois de 22 meses seguidos de queda. O mês de março apresentou uma variação negativa de -0,17% em relação ao estoque do mês anterior. Foram registradas 1.261.332 admissões contra 1.324.956 desligamentos. No acumulado do ano, a queda foi de 64.378 postos de trabalho. O comércio foi o setor que registrou maior retração em março (-33.909 postos), seguido do setor de serviços (-17.086 postos), construção civil (-9.059 postos), indústria de transformação (-3.499 postos) e agricultura (-3.471 postos). De acordo com o Ministério do Trabalho, tradicionalmente, os resultados de março sofrem forte influência de fatores sazonais negativos. Um exemplo, segundo o ministério, é o comércio varejista, que se apresenta negativo no mês de março, mesmo em anos de forte crescimento econômico. Embora o saldo geral tenha sido negativo, alguns estados registraram bom desempenho na criação de empregos, como o Rio Grande do Sul (+5.236 postos), puxado pelos setores da indústria de transformação e do comércio, e Goiás (+4.304 postos), devido à expansão do setor da agropecuária.