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Sistema da Receita est� preparado, diz delegado

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O delegado da Receita Federal em Alagoas, Plínio Feitosa, ressalta que mesmo com mais da metade dos contribuintes alagoanos ainda por realizarem o processo de declarar o imposto de renda, o sistema da Receita Federal está preparado para receber uma sobrecarga nos últimos dias do prazo. Ele conta ainda que o sistema está mais fácil de ser manuseado, com o uso de um só programa, possibilitando que os retardatários façam sua declaração com facilidade. Outra comodidade apresentada pelo sistema este ano é que ele indica para o contribuinte qual dos dois tipos de declaração garantirá maior restituição. O delegado destaca também a possibilidade do contribuinte poder fazer uma doação de parte do seu imposto de renda para fundos de amparo à infância e adolescência, tanto municipais, estaduais ou nacionais, a serem escolhidos pelo próprio contribuinte. Pode ser doado, no caso das empresas, 1% do seu imposto devido, e para pessoas físicas, 6%. Ele lembra que o contribuinte que deixar de declarar seus rendimentos dentro do prazo terá que pagar uma multa mínima no valor de R$ 165,74, e máxima de 20% do imposto devido. RISCO A contadora Rosalva Damião Gomes alerta que mesmo com todas as facilidades do sistema, não se pode deixar a declaração de Imposto de Renda para a última hora devido ao risco de esquecer algum documento e ter mais trabalho fazendo uma declaração retificadora. ?É preciso fazer com calma, analisando cada aspecto, para que não haja erros e posteriores aborrecimentos?, recomenda. Apesar disso, Rosalva Damião revela que a procura de contribuintes retardatários por seus serviços é muito grande na última semana do prazo. Ela explica que a maior dúvida de quem procura o serviço é o que pode e o que não pode ser deduzido. Em 2016, os principais motivos que levaram o contribuinte a cair malha fina, segundo a Receita Federal, foram os casos de omissão de rendimentos de titular e dependentes em 53% das declarações na malha, seguidos de dedução indevida de previdência privada, social, pensões alimentícias em 36%, valores incompatíveis de despesas médicas em 21%, e informações declaradas divergentes da fonte pagadora em 38%. * Sob supervisão da editoria de Economia

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