Economia
Brasil vai racionar combust�veis se guerra demorar
Brasília - O Ministério de Minas e Energia confirmou ontem a existência de estudos para o contingenciamento de combustíveis no caso de uma guerra dos Estados Unidos com o Iraque. O estudo, que vem sendo discutido pelo governo com técnicos das distribuidoras e da Petrobras, traça três cenários para a guerra, um de curta duração, outro de média e um terceiro de longa duração. O plano envolvendo as distribuidoras para garantir o abastecimento só seria aplicado no caso de a guerra persistir por mais de 30 dias. Nesse caso, a Petrobras não teria condições de manter o fornecimento de gasolina, diesel e óleo combustível. O plano vem sendo debatido e reavaliado periodicamente desde que as notícias sobre a guerra se intensificaram. em uma das alternativas, o governo poderia estabelecer cotas para a distribuição de combustível. Setores considerados prioritários, como hospitais, não seriam afetados. O governo também poderia restringir o consumo por meio do aumento de preços. Segundo as distribuidoras, existe uma defasagem em torno de 17% no preço da gasolina e de 25% no preço do diesel por causa do aumento do preço do petróleo no mercado internacional, além da alta do dólar. O impacto de uma eventual guerra entre EUA e Iraque seria maior no fornecimento de óleo diesel e de GLP (gás de cozinha), já que, no caso desses dois produtos, o Brasil depende de importação, o que não acontece com a gasolina.