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Quase 90 mil carteiras s�o esquecidas em Alagoas

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Quase noventa mil alagoanos que deram entrada na carteira de trabalho não foram buscá-la na Superintendência do Ministério do Trabalho em Alagoas depois que o documento ficou pronto. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o número exato é de 89.634 carteiras que foram emitidas e não retiradas pelo trabalhador. Juntas, elas geraram uma perda de R$ 243 mil aos cofres do governo. Segundo o ministério, cada documento tem um custo unitário de R$ 2,71. Além do prejuízo financeiro, os documentos esquecidos lotam os armários da superintendência e órgãos conveniados à espera de seus donos. Além das quase 90 mil carteiras de trabalho ? que, por serem documentos novos, ainda não têm registro profissional ?, há ainda, nos armários da Superintendência do Ministério do Trabalho em Alagoas, outras sete mil carteiras que também foram ?abandonadas? por seus donos já com registro profissional anotado. ?São trabalhadores que foram demitidos e a empresa mandou a carteira para a superintendência, mas o trabalhador não veio buscar?, explica o superintendente regional do Ministério do Trabalho em Alagoas, Israel Lessa. ?Isso é grave porque nelas existem informações cruciais que o trabalhador precisará no futuro, inclusive para a aposentadoria?, ressalta. Segundo ele, o abandono das carteiras de trabalho em Alagoas começou a se agravar a partir de 2015, com o aumento do desemprego. ?Sem oportunidade de emprego, o trabalhador perde o interesse pelo documento?, acredita. Israel Lessa informa que não pegar o documento implica em pendência para o trabalhador no sistema do Ministério do Trabalho. Diferentemente do sistema antigo de confecção de carteira de trabalho, o processo atual é informatizado, impedindo que um mesmo trabalhador tire a carteira mais de uma vez. Segundo o superintendente, a informatização foi feita para evitar inclusive o desleixo por parte do trabalhador. ?Tínhamos casos aqui no Estado de trabalhador com 8 carteiras de trabalho?, revela. ?Eles emitiam uma [carteira] para trabalhar no corte da cana. Quando acabava a safra em Alagoas, iam para o Centro-Oeste e lá emitiam uma nova carteira?, conta. * Sob supervisão da editoria de Economia.

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