Economia
Valor da cesta b�sica cai 4,32%
Mesmo registrando alta de 1,44% em abril, na comparação com o mês anterior, o valor da cesta básica comercializada em Maceió recuou 4,32% nos quatro primeiros meses deste ano ? a terceira maior queda entre as capitais brasileiras, segundo levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). No mês passado, segundo o órgão, o valor da cesta básica subiu em todas as capitais do País, sendo que as maiores altas foram registradas em Porto Alegre (6,17%), Cuiabá (5,51%), Palmas (5,16%), Salvador (4,85%) e Boa Vista (4,71%). Já as menores elevações foram observadas em Goiânia (0,13%) e São Luís (0,35%). Para adquirir os produtos que compõem o kit de alimentos, o maceioense gastou R$ 374,63 em abril, o equivalente a 43,46% do salário mínimo vigente (R$ 937). De acordo com o cálculos do Dieese, o consumidor da capital alagoana teve que trabalhar 87h58m no mês passado para comprar a cesta básica. Em todo o País, o tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 93 horas e 17 minutos, maior que o de março ? 90 horas e 33 minutos. Em abril de 2016, o tempo era de 96 horas e 26 minutos. Em Porto Alegre, foi registrada a cesta mais cara (R$ 464,19), seguida por Florianópolis (R$ 453,54), Rio de Janeiro (R$ 448,51) e São Paulo (R$ 446,28). Rio Branco (R$ 333,18) e Aracaju (R$ 363,87) foram as cidades com os menores valores. No acumulado dos primeiros quatro meses de 2017, 11 capitais registraram queda no preço da cesta, com destaque para Rio Branco (-13,33%), Manaus (-5,34%) e Maceió (-4,32%). No entanto, em 16 capitais houve aumento, sendo os mais expressivos em Fortaleza (7,33%), Recife (5,97%) e Teresina (4,84%). No acumulado dos últimos 12 meses (de março de 2016 a abril de 2017), 20 cidades registraram alta na cesta. Os aumentos mais expressivos foram observados em Natal (10,28%), Fortaleza (9,85%) e Porto Alegre (8,73%). As reduções ocorreram em sete capitais, com destaque para Belém (-3,49%), Macapá (-3,28%) e Rio Branco (-3,11%).