Economia
Crise aumenta n�mero de empreendedores
A gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae, Renata Fonseca, explica que a crise econômica do País forjou empreendedores por necessidade. De acordo com ela, a maioria dos desempregados, sem esperança de um novo emprego formal em tempo hábil, enxerga no empreendedorismo a saída para se manter. ?No entanto, nem sempre dá certo?, explica. Não por acaso, os dados da Junta Comercial de Alagoas (Juceal) revelam que tanto nos números de abertura quanto nos de fechamento das empresas ocorridos nos quatro primeiros meses deste ano, em Alagoas, o Microempreendedor Individual (MEI) tem sido o protagonista. No primeiro caso, eles respondiam por 76,8% das 7.072 empresas abertas. Já no segundo, 70% das 3.326 empresas extintas eram também desse segmento. O MEI é o empreendedor que trabalha por conta própria e que se legaliza como pequeno empresário. Ele tem direito a um CNPJ, a emitir notas fiscais e isenção de impostos federais. Ele paga apenas o valor fixo mensal de R$ 47,85, no caso de empresas de comércio ou indústria, que são as mais abertas no Estado. Esses recursos ? que são atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo ? são destinados à Previdência Social e ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ou ao Imposto Sobre Serviços (ISS). Com essas contribuições, o microempreendedor individual tem acesso a benefícios como auxílio-maternidade, auxílio-doença e aposentadoria. Para ser um MEI, é necessário faturar no máximo até R$ 60.000,00 por ano e não ter participação em outra empresa como sócio ou titular. O MEI também pode ter um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. Para Renata Fonseca, a balança de abertura e fechamento de empresas em Alagoas ainda é boa. ?Além do mais, quebrar não é um mal, não significa o fim da carreira. A maioria dos grandes empresários de sucesso quebrou mais de uma vez. O empreendedor, principalmente o iniciante, tem a chance de errar, fechar um ciclo e começar um novo?, pontua. * Sob supervisão da editoria de Economia.