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Estado tem 62 mil desempregados h� mais de 2 anos

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Em meio à recessão econômica e deterioração do mercado de trabalho, o número de trabalhadores alagoanos que procuram uma vaga formal no Estado aumentou. Dos 218 mil desempregados em Alagoas registrados no primeiro trimestre deste ano, 62 mil estavam em busca de emprego há dois anos ou mais. O volume representa 28% do total de desempregados no Estado, o que significa dizer que um em cada quatro desempregados está de braços cruzados há mais de dois anos. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) Contínua divulgada na quinta-feira, 18, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o primeiro trimestre do ano passado, o número de desempregados alagoanos há mais de dois anos cresceu 67% nos três primeiros meses deste ano. O número é o maior desde 2012, quando teve início a série histórica para esse tipo de levantamento. Segundo o IBGE, a taxa de desempregados alagoanos há mais de dois anos é maior do que a média nacional de 21% e da da região Nordeste (25%). Incluso na estatística da Pnad Contínua, o ex-frentista Sílvio Santos Lacerda, 27 anos, está há dois anos e três meses desempregado. Desde que foi demitido ? empresa alegou corte de gastos devido à crise ?, ele vem procurando, sem êxito, recolocação no mercado de trabalho alagoano. ?Chega uma hora que você não sabe mais o que fazer?, desabafa. Atualmente, Sílvio Lacerda se mantém graças a trabalhos informais que realiza. ?A gente tem que se virar, né??, justifica, acrescentando que, por ser informal, não dispõe de todos os direitos de quem trabalha com carteira assinada. A reportagem da Gazeta encontrou o ex-frentista, na última quinta-feira, 25, no posto do Sistema Nacional de Emprego (Sine), no bairro de Jaraguá, à procura de uma vaga de emprego formal. ?Sendo com carteira assinada, aceito qualquer uma?, ressalta. Em situação semelhante, os amigos Dênis Correia e Alessandro Souza, ambos de 22 anos, contam que trabalhavam numa usina no manejo da cana. Porém, devido à situação difícil do setor, eles foram dispensados. Para ambos, a solução encontrada para sobreviver foi a mesma do ex-frentista Sílvio Santos Lacerda: fazer os famosos bicos. * Sob supervisão da editoria de Economia

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