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Crise pol�tica exige cautela dos investidores

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São Paulo, SP ? O cenário brasileiro mudou da água para o vinho este mês, deixando uma grande incógnita no mercado financeiro. A crise envolvendo as delações da JBS e o presidente Michel Temer deixou o mercado em ebulição. Na quinta-feira, 18, a Bolsa travou as negociações por meia hora, o que não acontecia desde 2008 ? recuando mais de 8%. Na sexta-feira seguinte, porém, recuperou parte das perdas e fechou em leve alta. Com o dólar, como de costume, o movimento foi o inverso. Em meio à volatilidade e ao sobe e desce de preço, especialistas orientam que o investidor tenha cautela e sangue frio para manter investimentos até segunda ordem ? mesmo na renda fixa. Diante de eventos que causam apreensão e incerteza no mercado, a tendência é de que os preços fiquem instáveis em um primeiro momento e depois sigam determinada direção. Caso o investidor liquide suas aplicações de imediato, pode amargar a subida dos preços logo em seguida. ?É preciso manter a calma, pois a experiência já mostrou que tomar decisão nesse momento de calor traz prejuízo?, diz Sandra Blanco, consultora de investimentos da corretora Órama. ?Neste momento, não temos por que mudar as recomendações, principalmente na renda fixa?. A orientação dos especialistas, sobretudo para pequenos investidores, continua ser apostar na renda fixa, pelo fato de o País ter o maior juro real do mundo. Os títulos indexados à Selic e ao CDI, indicados para a reserva de emergência e objetivos de curto prazo por sua liquidez, não devem sofrer impacto imediato da instabilidade política, pois acompanham a taxa básica de juros, que é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

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