Economia
Bancos ofertam op��o de renda vari�vel
São Paulo, SP ? O ano de 2016 rendeu mais um passo na evolução do Certificado de Operações Estruturadas (COE), uma aplicação voltada para quem deseja ter os ganhos de produtos mais arriscados, mas busca também limitar prejuízos. A perspectiva de queda da Selic pode impulsionar o avanço do produto este ano, uma vez que o juro básico não deve mais garantir os ganhos robustos vistos na renda fixa no passado. Segundo balanço da Cetip, a emissão de COEs em 2016 movimentou R$9,5 bilhões, um crescimento de 9,2% em relação aos R$ 8,7 bilhões produzidos em 2015. O estoque também ficou em R$ 9,5 bilhões, avançando 23,4% sobre os R$ 7,7 bilhões disponíveis no mercado em 2015, uma vez que muitos títulos venceram no ano passado. O produto continua voltado para a alta renda. Entre os principais bancos emissores, a aplicação mínima é de R$ 25 mil no Itaú, R$ 20 mil no Bradesco e R$ 15 mil no Santander. O COE é uma operação que funciona como uma espécie de ?trava?. Montado a partir de outros ativos ? como Bolsa, dólar, índices de inflação ou de ações no exterior ?, ele permite ao investidor participar de movimentos de alta, porém com um teto para ganhos. Em caso de queda desses ativos, o instrumento pode garantir a devolução do valor investido, às vezes corrigido pela inflação. No entanto, o investimento é de baixa liquidez e não garante o montante aplicado em caso de resgate antes do prazo. A tributação segue o prazo das aplicações, que varia entre nove meses e dois anos, conforme a estratégia.