Economia
Exporta��es de a��car pode sofrer com impacto da guerra
Rio - As exportações brasileiras de açúcar para o Oriente Médio podem ser afetadas se a guerra ultrapassasse um período de 30 a 40 dias, afirmou a assessora da União da Agroindústria Canavieira (Unica), Elisabete Seródio. O Oriente Médio é hoje o segundo principal destino de exportações de açúcar do Brasil, depois da Rússia. O volume destinado para os países árabes soma 10% do total de açúcar exportado do Brasil, ou cerca de três milhões de toneladas. Os principais destinos são Arábia Saudita, Egito e Emirados Árabes Unidos. Somente com a Arábia, o Brasil negocia em torno de US$ 9 milhões mensais. Segundo Elisabete Seródio, as tradings responsáveis pela exportação do açúcar indicaram que os embarques estão normalizados até o momento. ?É preciso esperar um pouco mais para saber a dimensão dos reflexos do conflito nos negócios internacionais?, comentou. Ela acredita que as exportações só ficariam comprometidas caso os fluxos de transporte dos países vizinhos ao Iraque sofressem prejuízos e isso dificultasse o desembarque. ?Ainda não temos notícias de restrições de embarque e desembarques impostas pela guerra aos países vizinhos?, analisou. A Única divulgou ontem, os dados oficiais da safra 2002/03, que fechou com uma oferta de 269,5 milhões de toneladas de cana no Centro-Sul do país, abaixo das estimativas preliminares, que apontavam uma produção de 272 milhões de toneladas. A perspectiva é de que a nova safra, a 2003/04, fique em 282,3 milhões de toneladas de cana, com um incremento de 4,75%.