Economia
D�lar tem 5� alta consecutiva e bolsa sobe no 1� dia de guerra
São Paulo - O dólar registrou sua quinta alta consecutiva ontem, voltando a se aproximar da cotação de R$ 3,50, patamar que não é superado desde o último dia 10 (R$ 3,523). A moeda norte-americana abriu em baixa, mas não sustentou o movimento por muito tempo. Depois de ficar a maior parte do dia em alta, fechou com valorização moderada de 0,25%, a R$ 3,479 na venda. Embora a moeda tenha subido nos últimos cinco dias, as altas diárias foram moderadas. O movimento de ontem refletiu ainda as atenções do mercado em torno do conflito no Iraque e, principalmente, à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, de adotar o viés de alta do juro básico. Essa iniciativa do comitê adicionou uma nova variável de incerteza na economia. Por outro lado, o resultado de uma nova rolagem de dívida do governo foi bem recebida pelo mercado. O Banco Central conseguiu ontem renovar mais 24,1% (US$ 748,8 milhões) da dívida cambial de US$ 3,1 bilhões que vence em 1º de abril e atingiu já rolagem de metade do montante. Com essa segunda operação, o BC já conseguiu rolar quase metade da dívida. Risco e bolsa O risco-país brasileiro fechou ontem com leve recuo de 0,09%, a 1.077 pontos básicos, depois de subir mais de 2% pela manhã. Com a queda do risco Brasil, os C-Bonds, principais títulos da dívida soberana brasileira, que estavam caindo, passaram a subir. No final do dia, apontavam valorização de 0,40%, negociado a 77,188% do seu valor de face. O índice da Bolsa de Valores de São Paulo subiu 1,38% no primeiro dia de guerra entre Estados Unidos e Iraque. O movimento foi puxado pela melhora no mercado acionário norte-americano, à tarde, que aposta em uma guerra rápida, e pela queda do risco Brasil, termômetro da confiança dos investidores estrangeiros no Brasil.