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Economista diz que � importante ter reserva

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Em situação diferente da vivida por Jailton Brito, o gerente de banco Alex Loureiro ressalta que com muito planejamento e educação financeira consegue manter uma reserva de dinheiro e ter um pouco de alívio diante da crise. Segundo ele, com a ajuda da instituição financeira em que trabalha, mantém uma previdência privada. ?Para poder passar por esta crise, tive que ajustar as contas e adicionar os imprevistos como uma realidade nas contas mensais, só assim eles deixariam de ser imprevistos?, explica. Mesmo com todo o planejamento, o gerente bancário revela que os saques da conta-poupança ? outro investimento que mantém além da previdência privada ? têm sido cada dia mais corriqueiros. Mesmo com todos os ajustes feitos, Alex reconhece que a mudança na economia causou um rombo não só nas contas do governo, mas em todas as finanças dos brasileiros, que de uma forma ou de outra precisaram tapar esse rombo. Para a economista Luciana Caetano, é importante ter uma reserva financeira, pois não é possível prever todas as despesas que batem à porta. Segundo ela, despesas com saúde, substituição de eletrodomésticos, avarias com o carro ou com o imóvel são alguns dos possíveis imprevistos que desorganizam o orçamento familiar. Para ela, a importância de uma reserva financeira é fundamental para preparação para o futuro. Luciana Caetano destaca que, caso nenhuma despesa imprevista ocorra, o poupador poderá usar o dinheiro para fazer uma viagem ou trocar de carro sem o financiamento, por exemplo. Segundo a pesquisa do SPC Brasil, além da caderneta de poupança, que foi o método escolhido por 64% dos entrevistados que poupam, um método antigo foi o segundo mais praticado: o hábito de guardar dinheiro na própria casa, escolhido por 20% das pessoas que poupam. Em seguida aparecem os fundos de investimento, que foi o método escolhido por 10% dos entrevistados, seguido de previdência privada, escolhido por 7% das pessoas, CDB (Certificado de Depósito Bancário) e Tesouro Direto, escolhidos por 6% e 4%, respectivamente. Luciana Caetano alerta, no entanto, que mesmo sendo a segunda opção mais praticada por quem deseja poupar, guardar dinheiro em casa é a pior escolha, pois a renda sequer é corrigida pela inflação. Ela ressalta ainda que mesmo sendo a mais tradicional e mais escolhida opção para fazer reservas financeiras, a poupança tem sido a opção de menor rentabilidade. ?Isso acontece sempre que a taxa Selic está muito alta, como acontece agora. Na época em que a Selic estava abaixo de 8% ao ano, em julho de 2012 até maio de 2013, investir na poupança era uma boa opção, já que a rentabilidade dos demais ativos, descontados os impostos, ficava mais baixa?, explica. Segundo a economista, a melhor opção hoje são os títulos do governo federal, cuja rentabilidade é definida pela taxa Selic. Entre as aplicações de baixo risco é a mais rentável, no entanto é ignorada pela maioria da população por não saber como proceder. * Sob supervisão da editoria de Economia.

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