loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Economia

Economia

Governo prefere n�o apontar culpados

Ouvir
Compartilhar

Rio ? O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, preferiu não apontar um culpado no Brasil para a suspensão, pelos EUA, das importações de carne bovina in natura. A medida, anunciada na quinta-feira, 22, pelo secretário do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), Sonny Perdue, afeta 15 frigoríficos brasileiros. Oficialmente, o Ministério da Agricultura brasileiro diz que o problema de abscessos na carne, identificado pelos EUA, é decorrente de problemas da vacinação dos bovinos contra a febre aftosa. A pasta investiga agora por que a imunização provocou os abscessos. ?Tivemos problema semelhante no Chile em novembro e a orientação aos frigoríficos foi de fatiar a carne (ainda no frigorífico, em porções) para resolver?, disse Novacki, em entrevista coletiva nessa sexta-feira, 23. Com o fatiamento, as partes com abscessos ficam à mostra mais facilmente e são descartadas. ?Vamos, porém, investigar as vacinas e avaliar sua conformidade e os procedimentos adequados?, disse. ?Temos interesse em reportar todos os problemas de forma transparente. Mesmo no caso do Chile, não havia risco à saúde pública?, disse Novacki, rememorando idêntico problema reportado pelo país latino-americano, em novembro, na carne bovina brasileira. Em entrevista na quinta-feira ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), Antônio Jorge Camardelli, foi enfático ao afirmar que os frigoríficos e o produtor estão pagando por um problema que não é deles. Ele atribuiu às companhias fabricantes de vacinas o problema, que, mesmo com a situação ocorrida no Chile, não foi corrigido pelos fabricantes. Questionado por jornalistas se pode ter havido ?sabotagem? nas plantas frigoríficas, já que a concorrência com os próprios EUA é grande, Novacki disse que ?nenhuma possibilidade está descartada?. ?Demoramos 17 anos para acessar o mercado americano. Havia pressão grande nos EUA para o mercado não ser aberto?, pontuou.

Relacionadas