Economia
Marmita � op��o para fugir dos pre�os altos
O pesquisador da Seplag, Rodrigo Medeiros, ressalta que mesmo com alguns outros produtos apresentando leves quedas, não dá para cobrir as perdas com as altas anteriores. Um bom exemplo é o caso do tomate, que mesmo com a redução de 3,56% no mês de maio, mantém uma alta de 5,04% na média dos últimos doze meses. O economista faz ainda uma previsão de aumento nos preços, causado, segundo ele, pelas condições climáticas difíceis na região Sul do País, que produz muitos dos produtos consumidos em Alagoas. Rodrigo Medeiros lembra que Alagoas não produz tudo que consome, o que torna o Estado dependente de outras regiões produtoras. Junto a tudo isso, Rodrigo Medeiros pontua ainda que a crise econômica pela qual o País passa acaba agravando a situação dos preços no Estado. O próprio pesquisador revela que não faz suas refeições em restaurantes porque, segundo ele, não compensa. Para driblar a alta dos preços, Rodrigo Medeiros leva sua ?quentinha? para o trabalho, onde acaba almoçando. ?Até então, é mais vantajoso trazer a quentinha, embora eu já esteja fazendo a contas, pois o gasto com o preparo cresceu muito?, ressalta. Para Mariana Rocha, nutricionista do Restaurante Popular de Maceió, o hábito de levar quentinha de casa para o trabalho, adotado pelo pesquisador e por outros tantos alagoanos, nem sempre é o mais saudável, porque existe o risco de perda de nutrientes devido ao tempo em que a comida passa armazenada. Segundo ela, em tempos de alta de preços de alimentos como o feijão, a melhor opção é substituir por outro produto com valor nutricional semelhante. ?Não se deve retirar da dieta um produto essencial, mesmo que ele esteja mais caro?, ressalta a profissional, responsável pelo equilíbrio da alimentação de 1.500 pessoas diariamente. Funcionando no centro da cidade, o restaurante popular é mantido por meio de um convênio entre a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e uma empresa privada vencedora de um pregão eletrônico para administrar o local. As fichas para refeição ? que custam R$ 3 ? começam a ser vendidas a partir das 10 horas. O almoço é servido das 10h30 às 13 horas. * Sob supervisão da editoria de Economia