Economia
Governo revisa meta de infla��o ap�s 14 anos e fixa em 4,25%
Brasília, DF ? O Conselho Monetário Nacional (CMN) definiu a meta de inflação para 2019 em 4,25% e para 2020 em 4%. O anúncio foi feito pelos ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo de Oliveira, e o presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, que forma o conselho. O intervalo de tolerância é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. A meta deve ser perseguida pelo Banco Central e o principal instrumento usado para atingir o objetivo é a taxa básica de juros, a Selic. Quando o Copom aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. Esta é a primeira redução no objetivo a ser perseguido pelo BC desde 2003, quando o CMN definiu a meta de inflação para 2005 em 4,5%. Desde então, o centro da meta de inflação é 4,5%. Naquele ano, o intervalo de tolerância foi definido com 2,5 pontos. Em 2006, esse intervalo caiu para 2 pontos e permaneceu assim nos anos seguintes até ser reduzido para 1,5 ponto para 2017 e 2018. Ontem, o governo publicou no Diário Oficial da União o Decreto nº 9.083, permitindo que a meta seja definida com três anos de antecedência e não mais dois anos. Esta nova regra passará a valer para a meta de 2021. O decreto também permitiu que o CMN definisse a meta para 2020. Segundo nota do BC, a mudança amplia a capacidade da ?política monetária balizar as expectativas de inflação para prazos mais longos, o que reduz incertezas e melhora a capacidade de planejamento das famílias, empresas e governo?.