Economia
Alagoanos em pobreza extrema
Passando por uma crise econômica que afeta todo o País, o Estado de Alagoas registrou aumento de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza ? ou seja, aqueles que sobrevivem com até R$ 230 mensais. Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social, atualmente há 594.021 alagoanos vivendo nessa situação, um aumento de 6% em comparação ao último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado em 2010, quando a crise ainda não tinha atingido em cheio o Estado. A retração da economia e o aumento do desemprego fizeram com que esses números voltassem a crescer, após um longo período de queda ocorrido entre 2003 e 2014. A situação é mais grave porque, do total da população que vive abaixo da linha de pobreza em Alagoas, 393.075 ? ou seja, mais da metade ? sobrevivem com R$ 85 ou menos durante o mês. Somadas aos quase 600 mil alagoanos que vivem abaixo da linha da pobreza, outras 69.081 pessoas de baixa renda fazem parte do Cadastro Único, uma base de dados do Ministério do Desenvolvimento Social que serve como instrumento para identificar todas as famílias de baixa renda existentes no País. Para ser considerada de baixa renda pelo governo federal, a pessoa deve receber até metade de um salário mínimo. A inserção dos nomes no Cadastro Único do governo federal é feita mediante solicitação dos usuários, mas o governo acredita que nem todos estejam cadastrados, o que pode fazer com que haja mais pessoas em situação de baixa renda no Estado. Na capital, por exemplo, 137.675 pessoas estão inseridas no Cadastro Único, enquanto outras 76.666 vivem em situação de extrema pobreza, segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento Social. Muitas dessas famílias têm como única fonte de renda os auxílios oferecidos pelos programas federais de assistência social, como o Bolsa Família, que pagou no último mês de junho R$ 72,620 milhões em Alagoas. Mas nem todos têm acesso aos recursos dos programas sociais do governo federal. O casal de catadores de material reciclável Fábio José da Silva e Andreia Nascimento da Silva, ambos de 43 anos, não recebe o benefício porque não está no cadastro do governo federal. * Sob supervisão da editoria de Economia