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Alagoas tem o 2� menor sal�rio m�dio do Brasil

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Com um rendimento médio mensal de R$ 1.796,51 ? o equivalente a 2,3 salários mínimos ?, os trabalhadores alagoanos tiveram o segundo menor salário médio do País em 2015, à frente apenas da Paraíba, cujos trabalhadores tiveram ganho médio mensal de R$ 1.759,58 (2,2 salários). As informações são do Cadastro Central de Empresas divulgado ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com os dados, o rendimento médio do trabalhador alagoano ficou abaixo da média nacional de R$ 2.480,36 ? o equivalente a 3,1 salários mínimos. Os trabalhadores cearenses aparecem com a terceira pior renda média mensal do País, com R$ 1.808,62. Na outra ponta, segundo os dados do IBGE, o Distrito Federal aparece como a unidade da federação onde os trabalhadores tiveram o maior rendimento médio do País, com R$ 4.468,39 ? o equivalente a 5,7 salários mínimos. Em seguida aparecem Amapá, com renda média de R$ 3.104,34 (3,9 salários mínimos), Rio de Janeiro (R$ 2.924,34, ou 3,7 salários mínimos) e São Paulo (R$ 2.833,60, ou 3,6 salários mínimos), todos com valores iguais ou acima da média nacional. Os dados do Cadastro Geral de Empresas revelam ainda que em 2015, havia em Alagoas 545.223 trabalhadores ocupados. O número é equivalente a 1% do total de trabalhadores existentes no País e a 40,1% da população economicamente ativa do estado. Do total de mão de obra ocupada em Alagoas naquele ano, 497.642 eram assalariados. Juntos, eles receberam em 2015 um total de R$ 11,520 bilhões, entre salários e outras remunerações. Para o economista Cícero Péricles, o fato de Alagoas ocupar a penúltima posição do País em média salarial se deve a uma série de fatores, entre eles o avanço do desemprego no Estado. Ele explica que o setor sucroalcooleiro, que era o maior empregador até bem pouco tempo atrás, começou a se retrair, fechando milhares de postos de trabalho. ?Estados como o Piauí, que tem uma renda média maior do que Alagoas [de R$ 1.901,13, o equivalente a 2,4 salários mínimos] não sentiram muito essa queda nos postos de trabalho?, exemplifica. Cícero Péricles destaca ainda que o desemprego geralmente diminui a renda do trabalhador, porque a recontratação costuma acontecer com salários mais baixos.

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