Economia
Crise do coco
A falta de incentivos para continuar na atividade e trinta anos sem apoio governamental tem prejudicado cada vez mais os plantadores de coco em Alagoas. A afirmação é do presidente da Associação dos Plantadores de Coco do Estado (Prococo), Eurico Uchoa. ?Doze anos de Prococo e já estamos cansados de remar sozinhos?, desabafa. A tentativa para manter viva a cultura de coco conta com enormes dificuldades. Com poucos incentivos, os plantadores substituem o coco pela cana. A taxação do coco, em setembro do ano passado, foi uma das saídas encontradas para evitar esse processo. Em novembro e dezembro de 2002, 1.900 toneladas de coco foram importadas. ?Este ano, tinha que plantar muitos hectares de coco, mas se o preço não tiver rentabilidade, o pessoal arranca tudo e vai plantar cana?, diz Uchoa. A água de coco também está sendo comprimida em um espaço onde a vedete ainda é o refrigerante. Segundo o presidente do Prococo, a água de coco representa apenas 5% do consumo de refrigerante em todo o País. Ainda de acordo com ele, 90% do coco, hoje, faz parte da sobremesa. Alagoas produz 22 mil toneladas de coco ralado por ano, mas perde espaço para Petrolina, em Pernambuco.